Bia Tannuri

“Sempre me achei ligada aos números, ao lado concreto da vida, mas no fundo não sabia realmente o que queria, que caminho seguir. Sou formada em Matemática, não por adoração ao tema, mas talvez por falta de foco e objetivos concretos ou pela falta de coragem de encará-los de frente, aliado ao que eu pensava ser minha tendência de precisar de exatidão para viver.

Passaram-se os anos, a Matemática me sustentou e me deu tudo de material que tenho na vida. Porém, algo em mim não era pleno; eu gostava do que fazia, mas não me sentia satisfeita, não me realizava e por várias vezes me pegava pedindo aos céus uma luz que indicasse um caminho a tomar. Até que um dia, ainda na empresa em que trabalhei durante toda a vida matemática, recebi uma nova oportunidade: fui despedida.

No início, me senti perdida, acho que como qualquer um se sentiria, afinal, foram mais de 20 anos atuando na mesma empresa e sempre ligada aos números. Porém, com o passar do tempo, fui organizando a casa e colocando algumas coisas para fora das gavetas da vida, como um livro, o romance –Tudo Na Vida É Passageiro - que havia escrito há algum tempo e estava esquecido.

Pois bem, depois de muito pensar como e onde fazer, eu o publiquei pelo site do Clube de Autores e já estou com outro romance pronto, à espera de ser lançado. Estou fazendo parte do Cronicidades, um livro resultado do projeto da Incult com o Clube de Autores, que selecionou 50 escritores, cada um com dois textos. E, entre uma coisa e outra, escrevo meus textos sobre os sentimentos da vida.

Aqui estou, nesta nova e deliciosa fase de minha vida, saboreando o doce sabor das palavras.

Twitter: @biatannuri

Blog: Bia Tannuri

Coluna: Borbulhas de emoção